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By N2H

Entradas com Etiqueta ‘Energia Solar’

Abre no dia 14 de Maio, no Museu da Electricidade em Lisboa, o Festival Solar, uma iniciativa com espírito didáctico destinado a divulgar a energia solar em contexto urbano.

O Festival inclui uma exposição dedicada ao tema “Arquitectura e Sustentabilidade Energética”, que abre ao público a 14 de Maio e ficará patente até 3 de Junho. A mostra é composta por oito ecrãs, que exibem os depoimentos  de outros tantos arquitectos, a quem foram colocadas três interrogações:

  • O que entende por sustentabilidade energética na arquitectura?
  • Na sua prática profissional como é que este tema se integra?
  • Como imagina que virá a ser a evolução arquitectónica na relação com a sustentabilidade?

A exposição mostra as respostas de João Luís Carrilho da Graça, atelier Promontório, atelier DATA, Arquitectos Anónimos, Miguel Veríssimo, Carlos Castanheira, Lívia Torone e Plano B.

Ler o artigo completo sobre o Festival Solar

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A primeira fábrica especializada na produção de esquentadores e aparelhos de cozinha alimentados com energia solar, entrou em funcionamento em Kukara (República Soviética do Uzbaquistão). Dentro de alguns meses estarão prontos para habitar dois prédios de apartamentos, de três andares cada, em que o aquecimento de águas e o ar condicionado serão assegurados pela utilização de energia solar.

Substituir os combustíveis pela energia solar no aquecimento das casas é, actualmente, a linha de orientação dos trabalhos dos heliotécnicos soviéticos.

Os dois prédios de apartamentos já construídos, nas cidades soviéticas de Tachkent e Tchirtchik têm uma fachada curiosa. Fazem lembrar tabuleiros de xadrez em que as casas pretas e brancas são, respectivamente, as as janelas e os dispositivos metálicos que aquecem a água a cerca de 70 graus centrígados.

Anteriormente, as instalações do aquecimento eram colocadas nos telhados, mas neste caso o calor revitalizado só dava para o consumo de pequenas vivendas. A nova solução dos técnicos uzbeques permite a construção de grandes imóveis “solares” que vão permitir economizar em 60 % o consumo de combustível utilizado no aquecimento central e de águas.

As cozinhas solares têm um dispositivo composto por seis “pétalas concentradoras” prateadas, que fazem lembrar flores gigantes e que focalizam os raios solares num ponto onde se encontra o receptor de energia solar. Com um céu limpo, os dias com sol, na Ásia Central, são cerca de 300 por ano. Estas cozinhas funcionam tão bem como as alimentadas por electricidade. Os heliotécnicos têm neste momento em estudo projectos de instalações solares para frigoríficos, secadores de fruta, trigo, legumes, culturas de bichos da seda e estufas de artigos de betão armado.

Transformar a energia solar em energia eléctrica é outro dos objectivos dos trabalhos actuais dos cientistas soviéticos. Eles propôem-se realizar esta conversão com a ajuda do motor “Stirling”. Qualquer fonte de calor pode por a funcionar uma instalação destas, mas a fonte de utilização mais racional será talvez a dos raios solares. Estão já elaborados projectos de centrais solares em que o seu funcionamento se baseia em fazer circular num circuito fechado de gás hidrogénio ou hélio, por exemplo, que accione os pistons do motor.

A energia solar encontra múltiplas aplicações no campo da agricultura e pecuária. Nos desertos da Ásia Central procedeu-se a uma dessalinização das águas minerais subterrâneas, o que contribuiu para um maior desenvolvimento da criação de gado nesta região. Experiências feitas nas plantações de algodão demonstraram que uma irradiação das sementes de algodão, antes de serem lançadas à terra, aumenta o seu rendimento de 10 a 15 %.

 

in: Jornal de Notícias, 1978. ( Elparid Kodjaev)

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Em plenos anos 50, uma empresa anuncia que podemos fazer aproveitamento da energia solar. Já nesta altura, faziam-se instalações de energias renováveis como a energia solar. Mas se havia toda esta tecnologia em 1950, porque é que não existe um maior desenvolvimento no sector das energias renováveis? Estes equipamentos eram muito dispendiosos na altura da sua montagem e o seu retorno demorava a ser realizado.

As políticas adoptadas na altura não favoreciam as energias alternativas e também ninguém se preocupava com o buraco de ozono, o efeito estufa, as alterações climáticas, CO2, e mais uma centena de situações que hoje são a realidade dos tempos difíceis que vivemos.

Painel Solar - Anos 50

Painel Solar - Anos 50

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